Concurso de Design Óptico 2026: SILMO Paris revela os 10 talentos que estão a reinventar a visão do futuro.

Como a inovação também nasce de novas ideias, a SILMO Paris dá prioridade à descoberta de jovens talentos. Muito mais do que um evento internacional para a indústria óptica, a feira apoia a criatividade, fomenta a investigação e destaca aqueles que estão a moldar os hábitos do futuro.
Uma verdadeira plataforma internacional, o Concurso de Design Óptico oferece aos estudantes de design uma oportunidade única a cada ano para repensar os óculos na perspetiva do design, da inovação e de novas aplicações.
Para esta edição de 2026, dedicada ao tema “O Futuro da Óptica: Que Visão?”, o júri é presidido por Olivier Lapidus, designer de renome internacional cuja carreira na intersecção entre moda, design e inovação traz uma perspectiva singular às criações concorrentes.
Dez projetos foram selecionados entre as candidaturas recebidas de todo o mundo. Refletindo a diversidade das culturas de design e a criatividade desta nova geração, propõem visões ousadas que estão já a inspirar reflexões sobre a ótica do futuro. Os dez projetos nomeados serão apresentados na SILMO Paris 2026, antes da seleção do vencedor. O vencedor receberá um prémio de 10.000€, que será dividido entre o aluno vencedor e a sua instituição de ensino.
Os nomeados
ALOGAKI – Elsa de Miguel / Paula Gómez / Adriana González – Universidade de Valladolid (Espanha). Um sistema de alta tecnologia concebido para pessoas surdas e com deficiência visual, inspirado no louva-a-deus: uma asa estabilizadora permite que a armação se transforme num implante auditivo independente quando removida, graças a uma microbateria específica.
ARCH TERRAIN – Megan Brodmerkel – Savannah College of Art and Design (Estados Unidos). Óculos desportivos suspensos concebidos para escalada, caminhadas e ciclismo, cuja tensão nas hastes e a distância entre as lentes e o rosto são ajustadas em tempo real por um botão inspirado no sistema de amarração BOA, com uma dobradiça elástica e guia de precisão.
DREAMSCAPE – Sophia Denison – Savannah College of Art and Design (Estados Unidos). Uma coleção experimental criada para combater a “crise de atenção” (uma redução da capacidade média de atenção de 150 segundos para 47 segundos desde 2004) recriando sensações oníricas através da distorção visual.
EMOSLOW – Océane Gallais – CY Cergy Paris Université (França). Óculos conectados concebidos para crianças dos 8 aos 12 anos que apresentam dificuldades de concentração, ansiedade, hipersensibilidade ou regulação emocional (PHDA, PEA). Um sensor de ritmo cardíaco integrado na haste mede continuamente os batimentos cardíacos da criança; um microcontrolador ativa uma mudança progressiva de cor nas lentes eletrocromáticas que reflete o aumento do stress, ajudando a criança a reconhecer e a nomear as suas emoções. Uma aplicação móvel associada oferece monitorização personalizada e exercícios de respiração.
GROUND – Tidiane Cardot / Atlas Ozer / Theo Vanpoperynghe – Rubika ISD (França). “Óculos Airlock” equipados com um sensor de EEG que capta as ondas cerebrais e gera padrões enzimáticos animados em lentes eletrocromáticas, para facilitar a transição entre dois esforços cognitivos (meditação guiada, reconexão após exercícios ou uma reunião).
HALO – Thibault Lacroix / Basile Fruteau de Laclos – Escola de Design Nantes Atlantique (França). Uma armação de lente dupla concebida para a Geração Z em ambientes de escritório abertos ou flexíveis: uma lente corretiva clássica é combinada com uma segunda lente de policarbonato que incorpora uma película de gel SPD polimerizado sólido (Dispositivo de Partículas em Suspensão, uma tecnologia comprovada há 30 anos para escurecer vidros de aviões), que escurece eletronicamente a visão periférica com o toque de um botão (“Carga Rápida, Foco Infinito”).
LEARNING TO SEE – Sini Virtanen – Universidade Aalto, Faculdade de Arte, Design e Arquitetura (Finlândia). Óculos com IA integrada (oculometria, visão por computador, realidade aumentada) que invertem o processo de aprendizagem tradicional, orientando a perceção para “ver como um especialista” antes da aquisição de conhecimentos teóricos (arquitetura, biologia, história, etc.).
LUPO – Amandine Crépin – CY Cergy Paris Université (França). Óculos de criança feitos com policarbonato reciclado e pigmentos fotossensíveis que mudam de cor (de transparente para violeta) na presença de raios UV, para sensibilizar de forma lúdica a proteção solar (80% da exposição aos raios UV ocorre antes dos 18 anos).
PROME – Camille Déniel – Escola de Design Nantes Atlantique (França). Óculos “como jóias” para uso diário, feitos de aço inoxidável reciclado, com hastes intercambiáveis em três tamanhos (S/M/G) e acessórios magnéticos (placas e módulos) que permitem mudar o estilo sem ter de trocar os óculos por inteiro.
SPORA – Mateo Caballero Rodrigo / Mario Carrasco García / Gabriel Casado Matesanz – Universidade de Valladolid (Espanha). Armações cultivadas (não fabricadas) a partir de micélio que cresce em resíduos agrícolas, moldadas e estabilizadas através de um tratamento térmico suave; um material 100% biodegradável e compostável, tornando cada armação única, como uma rede de raízes.
A Silmo Paris decorrerá de 25 a 28 de setembro no Paris Nord Villepinte, onde descobriremos os finalistas e o grande vencedor do Concurso de Design Óptico de 2026.

